DVC:doença venosa crónica

2 milhões de mulheres com mais de 30 anos
sofrem de Doença Venosa Crónica.

A Doença Venosa Crónica é uma patologia crónica e evolutiva, que afecta as veias das pernas que transportam o sangue até
ao coração. Quando não é identificada e tratada a tempo pode originar diversas complicações que têm um elevado
impacto no dia-a-dia dos doentes.


Em Portugal, à semelhança de outros países ocidentais,
esta doença tem uma elevada prevalência, atingindo
cerca de 35% da população adulta, com maior
incidência nas mulheres a partir dos 30 anos, embora
também afecte os homens (60% F/ 40% M).


É importante saber que o sangue que circula no nosso corpo tem duas grandes funções:
  • 1 - Alimentar os diversos tecidos e órgãos;
  • 2 - Remover as impurezas que esses mesmos tecidos e órgãos produzem.

É nesta segunda função - remover as impurezas que os diversos tecidos e órgãos produzem - que a circulação venosa está envolvida.
Através das veias das pernas, o sangue retorna ao coração, tendo para isso que contrariar a força da gravidade.

Para que esse retorno aconteça, existem estruturas anatómicas muito importantes:

  • A sola dos pés que impulsiona o sangue no sentido ascendente;
  • Os músculos das pernas que comprimem as veias e continuam a impulsionar o sangue para o coração;
  • As válvulas venosas, presentes no interior das veias das pernas, que impedem que o sangue regresse de novo para os pés.

doença venosa crónica

A Doença Venosa Crónica resulta da insuficiência das veias das pernas em consequência de alterações na parede e nas válvulas das mesmas. Assim o sangue tem mais dificuldade em ser transportado de regresso ao coração acumulando-se nas pernas.

Esta acumulação de sangue nas pernas leva à inflamação venosa e, consequentemente, ao aparecimento dos primeiros sintomas, como a dor, pernas cansadas e pernas pesadas, bem como às situações mais graves de varizes, edema (pernas inchadas), alterações da cor da pele ou mesmo úlcera venosa.

O que pode causar a doença venosa crónica?

Os factores de maior relevo no seu desenvolvimento são a idade avançada, o género feminino, as gravidezes, a predisposição familiar e a obesidade. Existem ainda algumas condutas do quotidiano que podem influenciar o aparecimento e evolução da Doença Venonsa Crónica, tais como a falta de exercício físico, tabaco, dieta obstipante, estar longos perídos de pé ou sentado(a) estáticamente, estar em locais quentes e usar roupas apertadas ou sapatos com tacão demasiado alto ou raso.

Os factores de risco para a Doença Venosa Crónica são diversos
e embora alguns possam ser prevenidos ou controlados, outros não.