As alterações venosas mais comuns incluem telangiectasias e varizes reticulares (comummente designadas por “raios”
ou “derrames”), varizes tronculares (veias varicosas salientes), pernas inchadas (edema), alterações da pele e/ou
úlcera venosa, de acordo com as descrições da classificação CEAP.
A classificação CEAP é um método internacionalmente aceite para classificar a doença venosa crónica, consoante a sua
gravidade. Como se trata de uma classificação complexa, por rotina, apenas se utiliza 1 das suas 4 componentes: a clínica.
C0s: Sem sinais visíveis ou
palpáveis de doença venosa,
mas com sintomas.
Trata-se de uma fase inicial da DVC. Nesta fase,
os doentes ainda não têm qualquer sinal
visível ou palpável de doença venosa.
Contudo, começam a aparecer os primeiros
sintomas, como a dor, as pernas pesadas e as
pernas cansadas.
C0s: Sem sinais visíveis ou palpáveis de doença venosa, mas com sintomas.
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C1:Telangiectasias ou
varizes reticulares
As telangiectasias são vénulas intradérmicas
dilatadas, com menos de 1mm de diâmetro.
Por regra, múltiplas, as telangiectasias
apresentam-se com a forma de uma fina rede
vermelha com malhas mais ou menos largas.
Os doentes geralmente referem-se às
telangiectasias como derrames, raios,
aranhas ou manchas.
C1:Telangiectasias ou
varizes reticulares
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C2Varizes tronculares
As varizes tronculares são veias subcutâneas
dilatadas com 3 mm ou mais de diâmetro.
As varizes são normalmente tortuosas,
no entanto, as veias safenas de forma tubular
que tenham refluxo confirmado também podem
ser classificadas como varizes.
Os doentes geralmente referem-se às varizes
tronculares como veias varicosas.
C2Varizes tronculares
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C3 Edema venoso
O edema venoso dos membros inferiores
caracteriza-se por um aumento perceptível
no volume dos tecidos cutâneo e subcutâneo,
caracterizado pela deformação após pressão.
O edema venoso ocorre normalmente na região
do tornozelo, mas pode estender-se à perna e ao pé.
O edema venoso é um sinal bastante
incapacitante de DVC.
C3 Edema venoso
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C4Pigmentação
e/ou eczema
A pigmentação caracteriza-se por um escurecimento acastanhado da pele, resultante da extravasão de sangue para o espaço extra-vascular Normalmente ocorre na região do tornozelo, mas pode estender-se à perna ou ao pé. O eczema é um problema cutâneo que se caracteriza pela existência de placas vermelhas muito pruriginosas, cobertas de pequenas vesículas que se rompem, libertando líquido e formando crostas e escamas. Geralmente, o eczema localiza-se igualmente na região do tornozelo, mas pode estender-se à perna ou ao pé.
C4 Pigmentação
e/ou eczema
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C5Lipodermatosclerose
e/ou atrofia branca
A lipodermatosclerose é uma inflamação crónica e localizada, com fibrose da pele e dos tecidos subcutâneos. Trata-se de uma manifestação grave de DVC. A atrofia branca caracteriza-se por uma área de tecido cutâneo atrófico, esbranquiçado, normalmente circular, rodeada por capilares dilatados e, por vezes, hiperpigmentação. É um sinal severo de DVC, podendo ser confundido com cicatrizes de úlceras venosas prévias.
C5 Lipodermatosclerose
e/ou atrofia branca
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C6 Úlcera venosa
As úlceras venosas dos membros inferiores são a manifestação mais grave de DVC. A úlcera venosa cicatrizada pode assemelhar-se a uma situação de atrofia branca, mas diferencia-se desta pelo seu historial de ulceração e aspecto. A úlcera venosa activa é uma lesão da pele e tecido celular subcutâneo (ferida) que surge mais frequentemente na região do tornozelo, causada e agravada pela DVC.
C6 Úlcera venosa
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Consulte o seu médico. Quanto mais depressa actuar, melhor, pois os sintomas
de hoje podem ser as complicações de amanhã

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